sábado, 14 de abril de 2012

Rotas do vinho: África do Sul


Os vinhos da África do Sul demoraram para serem reconhecidos mundo afora. 

Em razão da política racial do Apartheid, somente após 1991 é que o mundo começou a conhecer a produção vinícola sul-africana, que deu os primeiros passos nos anos 1650 pelas mãos de colonizadores holandeses.

Nas duas ultimas décadas houve grandes avanços e progresso na industria vinícola sul africana. As grandes vinícolas aderiram ao programa de replantio de suas vinhas, com a finalidade de aumentar a qualidade das cepas e consequentemente produzir vinhos de excelente qualidade.
A maioria dos produtores de vinhos na África do Sul é composta por cooperativas. A mais importante delas foi estabelecida em 1918, a KWV. Por muito o vinho só poderia ser produzido, comprado ou vendido através da KWV, que ainda detém cerca de ¼ do negócio do vinho no país. Apesar da tradição das cooperativas, os melhores vinhos do país são produzidos por vinícolas particulares.

A legislação que regula o setor é de 1972. Para ser rotulado como varietal, ou seja, levar o nome da uva no rótulo, o vinho deve conter pelo menos 75% daquela variedade. As uvas mais importantes do país são: Chardonnay, Chenin Blanc, Riesling e Sauvignon Blanc (entre as brancas), e Cabernet Franc, Cabernet Sauvignon e Cinsault (entre as tintas).
 Embora sejam produzidos mais vinhos brancos que tintos no país, alguns dos mais respeitados vinhos são feitos com uvas tintas:

- Shiraz – assim chamada também na Austrália, é a mesma Syrah de origem francesa.

- Pinot Noir – que tem crescido em qualidade nos últimos anos, dando vinhos com muita fruta, leves e descontraídos.

- Pinotage – uva símbolo do país, resultado do cruzamento entre as francesas Pinot Noir e Cinsault, produz vinhos agradáveis e de preços acessíveis.

Interessante que no país há tintos que são cortes (assemblage), influenciados pelo estilo francês, especialmente Bordeaux e Rhône. Nessa última região francesa é comum o acréscimo de um pequeno percentual de uvas brancas no corte de um vinho tinto.

As regiões produtoras situam-se basicamente no sul e sudoeste do país, em torno da Cidade do Cabo. As principais são Paarl, Stellenbosch, Constantia, Klein Karoo, Walker Bay, Mossel Bay e Franschhoek Valley. As regiões mais distantes do Oceano Pacífico sofrem ação do calor do deserto, produzindo vinhos mais “pesados” e rústicos, enquanto nas regiões litorâneas o calor é amenizado pelas brisas oceânicas, resultando nos vinhos mais importantes do país.Tim-tim!
Érika Mesquita - Correio de Uberlândia


Possuímos excelentes vinhos dessa região na nossa loja, dentre eles o premiado The gypsy 2007, da província de Western cape:

Pontuação:
Wine spectator: 90 pontos
Robert Parker: 93 pontos

Uvas: Grenache e Syrah

Características: Aromas de amora e pimenta branca , com toque terroso, corpo médio e taninos suaves.

R$ 292,00 a garrafa.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Sugestão de filme: O julgamento de Paris

O filme conta de forma suave uma história incrível baseada em fatos reais, além de possuir imagens realmente lindas e mostrar o vinho como uma arte, vale a pena assistir!
Retrata a história da lendária degustação de Paris, ocorrida em 1976 que provocou um impacto revolucionário no mundo do vinho. Esta degustação foi o primeiro concurso de provas de vinhos a nível mundial.
Quem se interessa por vinhos certamente já ouviu falar sobre o Julgamento de Paris, degustação às cegas organizada em 24 de maio de 1976 na capital francesa pelo crítico inglês Steven Spurrier que deu fama e reconhecimento internacional aos tintos e brancos da Califórnia.  O resultado genérico da prova é bem conhecido: os tintos e brancos americanos, elaborados respectivamente com as castas Cabernet Sauvignon e Chardonnay, bateram os melhores Bordeaux tintos e os melhores Borgonhas brancos.  O evento entrou para a história como a primeira grande evidência de que países do Novo Mundo podiam fazer vinhos tão bons ou melhores do que os franceses, os reis do Velho Mundo vínico.
Como todos acreditavam que os tradicionais franceses eram imbatíveis, foi uma grande surpresa quando anunciaram os novatos vinhos da califórnia como vencedores. A degustação foi às cegas exatamente para que não houvesse nenhum tipo de preferência por parte dos jurados, o que resultou numa surpresa ainda maior, retratada até de forma cômica no filme. 
A história se passa na década de 70 e tem como palco a vinícola californiana Chateau Montelena, em Napa Valley. Gira em torno dos Barrett, pai e filho donos do vinhedo e que são completamente diferentes um do outro. Jim, o pai, é um antigo empresário que apostou tudo o que tinha para realizar o sonho de produzir vinhos. Já o filho, Bo, é um jovem que ainda não tem certeza do que quer fazer da vida. Um dia recebem, junto com outros produtores da região, o convite para enviarem seus vinhos para a degustação às cegas juntamente com vinhos franceses.
O enredo é repleto de confusões, encontros, desencontros e amores. 

Curiosidade: Muitos detalhes importantes da competição são pouco conhecidos ou acabaram ofuscados pelo espantosa vitória dos vinhos americanos. Você sabia, por exemplo, que, tanto na categoria dos tintos como na dos brancos, eram seis vinhos da Califórnia contra quatro da França? Sabia que os juízes da degustação eram nove, todos franceses, e que eles adotaram a (horrível) a escala de notas até  20 pontos? Sabia que a vitória americana na ala dos tintos foi bem menos expressiva do que na dos brancos?
Confira a classificação final do Julgamento de Paris, segundo informações do livro O Julgamento de Paris, de George M. Taber, que,em 1976, era corresponde em Paris do semanário americano Time e único jornalista a presenciar o evento:
Vinho –   Pontuação final (soma das notas dos 9 juízes)
Brancos
O vencedor Chateau Montelena
Chateau Montelena 1973  (EUA)  -  132
Meursault Charmes Roulot 1973 (FR)  -  126,5
Chalone Vineyard  1974 (EUA)  -  121
Spring Mountain 1973  (EUA)  -    104
Beaune Clos des Mouches Joseph Drouhin   1973 (FR)  -  101
Freemark Abbey Winery 1972   (EUA)  -  100
Bâtard-Montrachet
Ramonet-Prudhon 1973 94 FR
Puligny-Montrachet Les Pucelles
Domaine LeFlaive 1972 89 FR
Veedercrest Vineyards 1972 88 EUA
David Bruce Winery 1973 42 EUA
TINTOS
Stag’s Leap  Wine Cellars 1973 127.5 EUA
Château Mouton Rothschild 1970 126 FR
Château Haut-Brion 1970 125.5 FR
Château Montrose 1970 122 FR
Ridge Vineyards Monte Bello 1971 103.5 EUA
Château Léoville-Las-Cases 1971 97 FR
Mayacamas Vineyards 1971 89.5 EUA
Clos Du Val Winery 1972 87.5 EUA
Heitz Cellars Martha’s Vineyards 1970 84.5 EUA
Freemark Abbey Winery 1969 78 EUA
Bâtard-Montrachet Ramonet-Prudhon 1973  (FR)  -  94
Puligny-Montrachet Les Pucelles Domaine Leflaive 1972 (FR)  -  89
Veedercrest Vineyards  1972 (EUA)  -  88
David Bruce Winery 1973 (EUA)  -   42
Tintos
Stag’s Leap  Wine Cellars 1973 (EUA)  -  127.5
Château Mouton Rothschild 1970 (FR)  - 126
Château Haut-Brion 1970 (FR)  -  125.5
Château Montrose 1970 (FR)  -  122
Ridge Vineyards Monte Bello 1971 (EUA)  - 103.5
Château Léoville-Las-Cases 1971 (FR)  -  97
Mayacamas Vineyards 1971 (EUA)  -  89.5
Clos Du Val Winery 1972 (EUA)  - 87.5
Heitz Cellars Martha’s Vineyards 1970 (EUA)  -  84.5
Freemark Abbey Winery 1969 (EUA)  -  78


Confiram o trailer:






“Vinho faz o dia-a-dia mais fácil, menos apressado, com menos tensões e com mais tolerância”

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Harmonização do dia


Prato: Poisson aux câpres
(Peixe do dia grelhado com molho de alcaparras e purê de quatro raízes)
Sugestão de harmonizaçãoChocalán Chardonnay Malvilla 2008


Características do vinho: De cor levemente dourada, com notas de carvalho tostado, mel, pêra e avelãs. Revela paladar vibrante e mineral, é um vinho bem estruturado e delicado, de final longo.
    Pontuação Robert Parker: 91 pontos
    Valor: R$ 79,68 na nossa loja





quarta-feira, 11 de abril de 2012

Harmonização do dia: Sushi

Para quem acha que o saquê, bebida típica do Japão, é o único acompanhamento ideal para o sushi, é preciso esclarecer que o vinho também faz parte da cultura tradicional japonesa e está enraizado nos hábitos gastronômicos do país.
Este tipo de culinária pede vinhos leves e com boa acidez. São opções muito boas os vinhos brancos, espumantes brancos e rosés, vinhos rosados e vinhos tintos leves .
O sushi é caracterizado pela suavidade de aromas e sabor, bem como pela untuosidade da textura do peixe cru, quando usado. Por isso, para hamonizá-lo com sucesso é preciso ter um vinho que seja similar, ou seja, refrescante (boa acidez), e com aromas e sabor sutis.
Precisamos ter cuidado apenas com o gengibre, shoyo e o wasabi, por serem sabores fortes e que devem ser utilizados com moderação para uma boa harmonização.
Aqui na Vino possuímos um excelente vinho para harmonizar com sushi e comida tailandesa:


                                                  Finca El Origen 2008 rosé malbec
Características: As uvas utilizadas neste Malbec foram cultivadas nos melhores vinhedos do Valle do Uco. Vinho de cor rubi. Aromas de frutas maduras, notas florais, taninos suaves e maduros. Ideal para acompanhar sushi e comida tailandesa.


Valor: R$ 31,78 a garrafa

Espaço para eventos

Venha conhecer nosso bistrô, abrimos de segunda a sexta, das 14h às 23h, e sábado das 10h às 14h! Possuímos ambiente confortável e reservado, musica ambiente, atendimento especial e uma cardápio com maravilhosos pratos inspirados nas cozinhas francesa e italiana.
Além de uma carta de vinho fantástica, com todos os rótulos da loja por preço de prateleira!Reservas para jantar a partir das 19h!
Trabalhamos também com eventos, nosso bistrô tem capacidade para até 40 pessoas, e possuímos uma sala para palestras. Confira abaixo as fotos:









Para reservas ligue: (48) 3333-1023
 Vino! Florianópolis - Loja de Vinhos e Bistrô na Rua Barão de Batovi, 590,Centro



terça-feira, 10 de abril de 2012

Harmonização do dia


              Prato: Filet Mignon grelhado com risotto de cogumelo trufado 
 Sugestão de harmonização: Leyda Pinot Noir  2010

                       

                     Características do vinho: Aromas intensos de frutas vermelhas com um toque herbáceo. Na boca, apresenta corpo médio, acidez e álcool bem integrados.